Street View faz 10 anos; relembre como tudo começou

De imagens de ruas e pontos turísticos de diversas cidades até paisagens marinhas submersas.

OStreet View completa nesta terça-feira (30) uma década de existência. O recurso que usa fotografias em 360 graus revolucionou a forma como as pessoas lidam com mapas ao ir além das imagens de satélite. A função evoluiu ao longo dos anos: do tipo de tecnologia aos diferentes ambientes capturados. O Street View já esteve em 83 países de todos os continentes. No total já foram percorridos cerca de 16 milhões de quilômetros de carro. Saiba como surgiu a ideia de criar o recurso, como são feitas as imagens e outras curiosidades.

Trekker captura imagens em 360 graus para o Street View (Foto: Reprodução/Google Street View)

Trekker captura imagens em 360 graus para o Street View (Foto: Reprodução/Google Street View)

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Como surgiu?

Três anos antes do lançamento, em 2004, Larry Page, um dos fundadores do Google, teve a ideia de criar um recurso para incrementar o Google Maps. O conceito era o de usar um carro com um conjunto de câmeras para assim criar imagens em 360 graus das ruas no plano do chão.

As primeiras imagens foram dos bairros próximos à sede do Google, em São Francisco. Em seguida, a captura das imagens foi expandida para outras cidades americanas. Nova York, Las Vegas e Miami foram as primeiras cidades a contarem com o Street View em 2007, ano do lançamento nos EUA.

São Fransciso foi uma das primeiras cidades mapeadas pelo Street View  (Foto: Reprodução/Gabriel Ribeiro)

São Fransciso foi uma das primeiras cidades mapeadas pelo Street View (Foto: Reprodução/Gabriel Ribeiro)

No Brasil, os primeiros registros foram feitas em 2009 e a função ficou disponível no país em 2010. Com o recurso é possível conhecer lugares importantes e pontos turísticos de cidades brasileras, como as Cataratas do Iguaçu — no Parque Nacional do Iguaç u—, ou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

A tecnologia

A ideia de um carro tirando fotos em 360 graus pela cidade permanece até hoje, mas foi aprimorada com o tempo. O veículo traz uma câmera com 16 lentes fixadas no teto. Um computador grava as imagens com informações do GPS. Além do motorista, há um copiloto que dá as coordenadas, como o trajeto e a velocidade.

Desde 2012, o Google também utiliza o Trekker, uma espécie de mochila high-tech com uma câmera 360 graus. Com o equipamento é possível conseguir imagens de onde os carros não conseguem ir, como dentro de museus, parques temáticos de difícil acesso e até cemitérios.

Por meio de um programa de empréstimo do Trekker, em 2013, voluntários puderam colaborar com imagens para o Street View. Câmeras foram emprestadas para que cada pessoa pudesse coletar imagens em 360 ​​graus dos locais que conhece bem. Atualmente, qualquer pessoa pode ajudar o Google Street View, seja colaborando com fotos normais ou com panorâmicas tiradas pelo smartphone.

Trekker é utilizado para registrar imagens onde os carros não podem chegar (Foto: Divulgação/Google) (Foto: Google)

Trekker é utilizado para registrar imagens onde os carros não podem chegar (Foto: Divulgação/Google) (Foto: Google)

Muito além das ruas

Com o uso do Trekker, o Google conseguiu registrar lugares onde antes não se imaginava mapear. De cemitérios ao redor do mundo, a museus da América Latina, passando pelo Grand Canyon, pela floresta amazônica, por desertos e chegando até o fundo do mar. Pelo Street View também é possível “visitar” cenários de filmes famosos, a Casa Branca, um submarino e até o CERN. O recurso permite que qualquer pessoa conheça lugares famosos do planeta sem sair de casa.

Trekker do Street View foi montado em camelo para fazer imagens do deserto (Foto:  Reprodução/Google)Trekker do Street View foi montado em camelo para fazer imagens do deserto (Foto:  Reprodução/Google)

Trekker do Street View foi montado em camelo para fazer imagens do deserto (Foto: Reprodução/Google)

Via Google

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